A Amazônia, esta enorme floresta, ameaçada, tornou-se um símbolo forte no planeta todo. Porém, no Brasil e na própria região amazônica, não é apenas um símbolo, aqui há um legado que se perde na noite dos tempos. O sentimento ancestral da Mãe Terra é a herança lindamente oferecida e ainda sustentada pelos povos originários. 

O primeiro princípio-guia da plataforma eco-educativa é a Gaia, ou Mãe Terra, ou Pachamama, assim como foi cultivado e nutrido nas culturas ameríndias e nas numerosas culturas xamânicas da Terra. No colo da mãe não tem erro, a sincronia flui magicamente dentro do emaranhamento quântico… Opa! Será mais uma prosa “new age”? Além das etiquetas, a nossa atenção foca na re-conexão com a Mãe Terra, em todos os sentidos. 

Vamos então sustentar o nosso argumento.

A história da ciência ocidental nasceu rompendo com as tradições místicas. O método cientifico se restringiu rigorosamente à “uma abordagem sistemática e racional utilizada para se chegar a uma conclusão científica baseada em evidências”. Isso foi ótimo, limpou muitas superstições, até o ponto em que o conhecimento ficou tão fragmentado que a orientação ética da ciência se diluiu até desaparecer. A ciência atual não tem mais ética: a medicina trabalha para uma industria farmacêutica que necessita de doenças em ritmo crescente, a física criou artefatos nucleares capazes de destruir nações inteiras e até o próprio planeta, a química se apoderou da agricultura e está envenenando as terras, as águas e a própria humanidade… a lista é entediante.

No fundo do poço, na escuridão total, por instinto, o ser humano levantou a cabeça e enxergou um pequeno ponto de luz lá no alto: foi então que a ciência descobriu que a Gaia se comporta como um organismo; Carl Gustav Yung resgatou a sincronia e e se fartou de Taoismo, Budismo e Hinduísmo; um livro estranho, “O Tao da Física”, invadiu as prateleiras; outros cientistas ousaram o grande passo do emaranhamento quântico e Albert Einstein o definiu de “ação fantasmagórica à distância”. 

A ciência, finalmente, encontrou em suas fórmulas matemáticas a legitimação de uma nova consciência multidimensional.

E este pode se tornar o grande passo da humanidade: perceber que tudo está conectado com tudo.
O comportamento de uma partícula (que também pode ser uma onda) interage com uma partícula (ou onda) que está do outro lado do universo. Estamos no mesmo caldo, somos o caldo.
Falando em fotografia digital, em termos técnicos, posso dizer que ampliando uma fotografia até o último pixel eu teria a informação simples da cor naquele ponto minúsculo. Em termos quânticos, a fotografia, naquele pixel, como em cada singelo pixel da fotografia estaria representada a fotografia toda. Cada pixel da fotografia conteria a fotografia inteira, pois assim fotografa o Ser Supremo. Se você, caro leitor, tivesse essa câmera divina! Se eu tivesse essa câmera! O que é realmente fantástico, segundo a física quântica, é que nós já temos essa câmera. Há quem a chame de glândula pineal.
Finalmente! Uma nova consciência e uma nova ciência estão surgindo da cinza dos velhos paradigmas. E no Brasil também!

A ciência no Brasil

Antônio Donato Nobre, cientista, metereologista, descreveu de maneira poética como funciona o clima da Amazônia. O “pó-de-fada” e os “rios voadores”, são conceitos figurativos de mecanismos complexos, que portanto cativaram a compreensão popular e ilustraram de maneira simples como funciona o bioma. Todo brasileiro deveria ter conhecimento do Relatório “O Futuro Climático da Amazônia”.

http://www.ccst.inpe.br/o-futuro-climatico-da-amazonia-relatorio-de-avaliacao-cientifica-antonio-donato-nobre/ 

Antônio Donato Nobre se reúne frequentemente com Airton Krenak, um ameríndio da etnia Krenak, autor dos livros “Ideias para adiar o fim do mundo” e “Amanhã não está a venda”, “A vida não é útil”, entre outros. Primeiro indígena a sentar na Academia Brasileira de Letras, Krenak é representante genuíno do legado dos povos originários. Assumimos a produção literária do escritor como parte da nossa referência bibliográfica. Assim como assumimos “A Queda do Céu” do líder indígena Davi Kopenawa: “Nós, os pajés, a gente cuida do universo para que o céu não caia outra vez”.

Arqueólogos como Eduardo Goes Neves (“Sob os tempos do Equinócio”), Marcos Pereira Magalhães (“Amazônia antropôgenica”) e antropólogos como Eduardo Viveiros de Castro (Perspectivismo), Michael Heckemberger e Carlos Fausto, entre outros, estão reescrevendo a história do Brasil…

Floresta antropogênica, floresta cultural, são termos que despontam na academia e mostram do que é capaz a humanidade quando as relações entre todos os componentes do ecossistema cooperam um com o outro.

Não à competição, sim à cooperação é a pedra fundamental que construiu a majestosa floresta amazônica.

A questão urgente é como inserir este valor central em nossa cultura fragmentada: a natureza, com seu estilo elegante e essencial, oferece os parâmetros da nossa metodologia .

Muito mais além do horizonte da comunicação visual, nosso propósito é, antes de qualquer coisa, identificar as possíveis maneiras de conectar-se ao manancial maior… Reestabelecer a conexão perdida se torna assim a nave que haverá de explorar novos mundos, novas galáxias, antes ofuscadas pelo véu da ignorância.


Metodologia e Objetivos

A Educação Ambiental é o recipiente onde são contidas técnicas e ferramentas relacionadas à comunicação audio-visual. O estímulo da sensibilidade, a identificação do fator estético e a formação técnica andam passo-a-passo com o sentimento histórico e cultural, assim como foi exposto acima, pois acreditamos que o Sentimento Gaia pertence a qualquer atividade, qualquer estudo ou profissão. 

Nessa perspectiva fundamental do Sentimento Gaia, a plataforma indica ferramentas, recursos e tecnologias aptas a formar profissionais capacitados no exercício da Fotografia de Natureza, na criação de um banco de imagens, em sua manutenção e na sua utilização prática em mídia impressa e digital. 

A plataforma eco-educativa é uma extensão do site PhotoAmazonica e utiliza o aplicativo Moodle, uma ferramenta que surgiu da turma do software livre (código aberto).

"Atividades educacionais, incluindo escolas de todos os níveis desde a pré-escola até a universidade, têm o dever moral de ensinar apenas software livre.
Todos os usuários de computadores devem insistir em software livre: ele dá aos usuários a liberdade de controlar seus próprios computadores—com software privativo, o programa faz o que seu dono ou desenvolvedor quer, e não o que o usuário quer. O software livre também dá aos usuários a liberdade de cooperar uns com os outros e levar a vida com retidão. Essas razões se aplicam às escolas, assim como a qualquer pessoa. Porém, o propósito deste artigo é expor razões adicionais que se aplicam especificamente à educação."

Richard Stallman, autor do trecho, lançou o Projeto GNU em 1983, para desenvolver um sistema operacional de código aberto: o sistema operacional GNU. Como resultado, hoje é possível que qualquer pessoa utilize um computador com liberdade.

Mais sobre esse assunto:
Por que escolas devem usar exclusivamente software livre

https://www.gnu.org/education/edu-schools.pt-br.html

Para concluir 

A Estética da Natureza é uma motivação a partir da qual haverá de surgir novas ideias e novos projetos, capazes de enaltecer sempre mais esta relação ser-humano-natureza dentro do quotidiano, dentro da atuação profissional, dentro do prazer de admirar um fenômeno natural. Vale repetir que a relação com a Natureza não é uma disciplina ou um departamento especial, é a própria essência da vida que orienta todas as nossas ações. Assim era aqui no ano 1500 da era de Jesus Cristo, havia grandes civilizações, milhões de habitantes, fartura de alimento, crianças felizes correndo nas aldeias…

 … é fácil entender como a perda desse elo primordial levou a todo o vexame que estamos assistindo... Então, mãos à obra!




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Ábaco

Em todo o mundo, os ábacos têm sido utilizados na educação infantil e na educação básica como uma ajuda ao ensino do sistema numérico e da aritmética.

A vantagem educacional mais significante em utilizar um ábaco, ao invés de bolas ou outro material de contagem, quando se pratica a contagem ou a adição simples, é que isso dá aos estudantes uma ideia dos grupos de 10 que são a base do nosso sistema numérico. Mesmo que os adultos tomem esta base de 10 como garantida, é na realidade difícil de aprender. Muitas crianças de 6 anos conseguem contar até 100 de seguida com somente uma pequena consciência dos padrões envolvidos.

Foi mostrado que alunos chineses conseguem fazer contas complexas com um ábaco, mais rapidamente do que um ocidental equipado com uma moderna calculadora electrónica. 

O abaco foi utilizado em todas as civilizações da Terra com variações mais ou menos significativas.

O quipu dos Incas era um sistema de cordas atadas usado para gravar dados numéricos, como varas de registo avançadas - mas não eram usadas para fazer cálculos. Os cálculos eram feitos utilizando uma yupana (quechua para tábua de contar), que estava ainda em uso depois da conquista do Peru. (Fonte: Wikipedia)

A65_1441 - Leonide Principe
Equipment: NIKON D2X with lens AF-S VR Zoom-Nikkor 70-200mm f/2.8G IF-ED set at 120 mm  -  Exposition: ISO: 100 - Aperture: 3 - Shutter: 1/40 - Program: Normal - Exp. Comp.: -1.0, 
Original digital capture of a real life scene   
Original file size: 4320px x 2868px
Location: Abra144 (Presidente Figueiredo - Amazonas Brazil)
Date: November 9, 2008  - Time: 5:20:30 PM 
Collection: Ecoliteracy - Persons shown: Geo

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Última atualização: segunda-feira, 13 nov. 2023, 22:43